quinta-feira, 30 de julho de 2015

Queda

Sentimentos confusos
Olhando para frente
Desejando o que estou deixando para tras

A raiva a me levar
A moto acelerar
Mas seus olhos nos meus
Não deixam eu ver o que esta prestes a acontecer

Tarde de mais eu vi
Não tarde mais para o vento, minha pele salvar
Mas tarde de mais para manter meu orgulho

Queda, chão e sangue.
O vento protegeu a mim
A minha montaria
Mas o orgulho ferido

É mais marcante que o sangue que mancha o chão

terça-feira, 28 de julho de 2015

Uivo sob a luz do luar

Cortando a noite como o vento o mago ouve um uivo ao longe um uivo de dor. Ele puxa o acelerador da moto e faz o vento rosnar.

------------------- x -------------------

Uma loba a me rondar
Mas em meus olhos
Ela nunca olhar

Alguém a me chamar
Chamar baixinho
Com sem palavras
Com palavras para eu não escutar

Ecos do passado
Ecos a me convidar
Um convite que ela acha
Que não vou aceitar

Um choro no silêncio
Uma tristeza na escuridão...
Se o dragão, a menina ouvirá?
Isso depende se em voz alta ela o invocar...

Se por cima do próprio orgulho ela passar...

------------------- x -------------------

sábado, 18 de julho de 2015

Olhos de Solidão

Um dragão negro caminhava alegremente no corpo do mago. Procurando complicações. caçando problemas. Para sorte dele. A tempestade sempre o procura. Uma garota com olhos de jade veio com ele falar. Um tolo mago queria que a ultima lembrança dela com ele fosse a doce despedida, mas o dragão queria algo mais... E hoje a noite o mago, dono do corpo, não estava em casa.

Olhos a me procurá
Mas não estarei mais lá
Olhos... De alguém. Esperanças a abandoná

Você escolheu
Esse é nosso adeus
Com outro você foi e eu já não desejo mais ver os olhos seus

Sem magoas
Sem desavenças
Sem gritos ou discussões

Mas minha ajuda?
Minha amizade?
Não doce menina?



A aura do dragão é liberada. A garota com olhos de jade fica paralisada de medo enquanto o dragão cheira ruidosamente e com força o pescoço dela então vai embora. Ela não reconhece o mago. Aquele que outrora ela encontrou. Há apenas obscuridade no olhar dele...


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sétimo demônio

Uma linda garotinha de olhos verdes se aproxima do mago. Ela fez o mago chorar. Pois ela tinha sido perdida há muitos anos. Ele a buscou por mundos e eras. A imagem de uma linda menininha morena com olhos de jade. Ela usa a imagem que um dia ele sonhou, para uma doce menina para quem o sol ainda não raiou... 

Eu sou sua magia
E você de mim, se afastou.
Por um dragão negro se encantou
E sua suave e gentil magia abandonou

Eu sou a luz do luar
Sou o poder de acalmar
As mãos para curar
Eu sou aquela que pode o destino moldar

Sou doce e gentil
Suave. Sou a noite dos amantes
Sou o sonho, que para ela, mandou sonhar
Sou o escudo, a fortaleza
Sou fuga, a sedução
Sou a brisa da noite que veio brincar.
Sou os caminhos e descaminhos que veio te salvar.
Sou aquela que chamou interessantes bruxas para por um tempo te acompanhar
Sou aquela que lhe mostrou, como sua filha virá a se chamar.

Sou o que negou
O que sacrificou
Sou o que desistiu em nome de seu tão triste poder.

E hoje sou eu que não aceito mais você...

Sexto Demônio

Uma mulher de pele branca e cabelos cacheados abraçou por trás o mago. Ele estremeceu, mas nunca a olhou.

Eu sou o amor
Você me deixou
Você me trancou
Abandonou

Comigo deixou seu coração
Um pedaço de sua alma
Seu desejo de viver
Seu desejo por uma família

Comigo você deixou muito do que lhe faz bom
Sonhos
Desejos
Aqui seu coração você trancou...

Você ainda me quer?



---------------------------- x ----------------------------

O mago tremeu, mas nunca a olhou para trás. O buraco em seu peito sangrou, mas ele nunca se virou.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Dores e Desamores

Já não es meu primeiro pensamento ao acordar
Nem meu ultimo ao dormir
Não é o motivo de minha dor
Ou a causa de minha solidão

Sim. as vezes doí.
Em noites de lua cheia
Ou nas musicas nas quais nos embalamos
Na cerveja que prefiro
Nas estradas com garoa...

Sim as vezes
Mas não sempre
Não toda hora
Não agora

Uma dor calma... De algo bom que foi embora...
Não mais aquele buraco que ficou em minha alma
Uma saudade as vezes lembrada...
E talvez um dia esquecida

Mesmo em meio a desilusões.
As mulheres que encontrei...
Me deram algo bom
Não uma paixão, não um amor...
Mas elas me levaram para longe da saudade que sentia de você...

Quinto Demônio

Um homem de 29 anos se aproxima do mago. Ele veste cinza. Uma lembrança ruim. Mas que não queima mais. Existe um certo ódio pelo homem que se aproxima, mas ao lembrar de uma garota de olhos verdes que provou que o mago ainda pode ser machucado fez a ira pelo homem que se aproxima esmorecer. 

Eu sou a esperança
E você desistiu de mim
Há poucos anos

Você me mandou embora
Apos a desilusão
Apos seus erros
Apos tantos descaminhos

E me chamou de maldição
E me nomeou como demônio

Você me aceita de volta?

terça-feira, 14 de julho de 2015

Quarto Demônio

Um jovem de 20 anos, vestido de branco vem a frente do mago.

Eu sou a fé
E você me perdeu
Quando encontrou a magia

Eu sou a fé
O acreditar
Nos deuses
Nas pessoas
Em você mesmo

Quando não tem provas
Quando não tem certezas
Quando não se tem chão e nem asas

Eu sou sua fé e aqui me trancou.

Pois uma vez você acreditou
Pois uma vez você fracassou
Uma vez você se despedaçou...

Eu sou sua fé. A capacidade de acreditar mesmo sem provas. De não desistir mesmo quando a razão lhe ordena...

Você me aceita de volta?

Segundo e Terceiro dêmonis

Dois adolescentes cercão o mago. Um vestido de azul o outro de vermelho. Ambos com o mesmo rosto mas expressões completamente diferentes.

Eu sou o medo
Nos separamos quando tinha 16 anos
E eu sou a coragem.
Sem medo, não há coragem real. Então também nos separamos

E sou o medo, do fracasso, do não
do sim, do começo e do fim.
Eu sou a coragem. De avançar mesmo quando acha que vai perder
Eu sou a coragem de tentar, mesmo podendo errar.

Você não tem medo. Apenas avança quando sabe que vai vencer
Avança quando sua fúria clama por sangue
Ou quando não se importa em perder
Você não tem coragem, muitas vezes perdeu mesmo antes de lutar.
Desistiu apenas pelas chances estarem contra nos...

Você nos aceita de volta?

Primeiro demônio

Um mago há muitos anos criou um mundo em sua própria mente. Um lugar para fugir do real. Ele gostava de se isolar lá. Ele criou uma paias de areias negras e mar revolto, uma planície gramada, uma floresta escura. Com o passar dos anos ele deixou de ir lá. Com o passar dos anos lá ele trancou oque ele achava que o tornava fraco. Perdão, Medo, Humanidade. O desejo por garotas erradas, por um tempo o próprio coração do mago foi preso nesse mundo. Agora o mago abriu mão de seu corpo. Deixando seu guardião em seu lugar e se refugiou em seu mundo... Mas seus demônios vieram lhe buscar.

Uma criança de 8 anos se aproxima do mago. Ele é moreno, gordo, cabelos enrolados. Olhos apertados por esta sem óculos e meio cego. É o mago, ou uma versão dele quando era criança.

Eu sou o perdão 
E nos perdemos há muitos anos
Desde então você
É incapaz de perdoar aos outros
Quem dirá a si mesmo.

Você não perdoa seu pai
Sua família paterna
Assim como não perdoa os defeitos dele
Que vê em si mesmo

Não consegue se perdoar nem mesmo em questões banais.
Quem dirá os outros.
Nos esquecemos
Mas nunca perdoamos...

Você me aceita de volta?

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Praia Nega

Um jovem moreno em roupas pretas. Caminha por uma praia à noite. Sem pressa. Sem destino. Sem querer chegar. Sem querer partir. Caminhando apenas por caminhar...


Um mar revolto
Uma praia de areias negras
Uma praia de noite eterna
Um lugar para não pensar.
Para deixar o tempo passar
Para nas areais e no vento se levar

Por vezes relances do passado vieram atormentar
Sentimentos a muito perdidos, fé, humildade, vergonha, esperança.  Uma louca vontade de tudo arriscar em uma batalha que ele sabe que não irá ganhar... Medo. INCERTEZA...
Lembranças de dores que deveriam ser passadas

De momentos que o mago achará que esquecera.
De uma noite fria de garoa... De uma caminhada na rua do Museu da Independência.
De um beijo no salão dos ventos. De uma virgem em seus braços
De uma garota de olhos verdes dançando com outro e  a fúria quase o dominando...

O jovem parou e sentou para ver o mar...  Então seus demônios começaram a se aproximar. Lembranças doloridas que há muito ele trancara aqui para não mais o incomodar... Perguntas sem respostas, tudo que ele já desistiu, os sonhos perdidos as esperanças que ele abandonou. Tudo que fingiu não querer por medo de tentar e não conseguir. Sentimentos que ele trancou a tanto tem. As lagrimas que finalmente o encontraram.  em um local onde tempo perdeu seu significar...

Depois de algumas noites sem se mover... Um uivo distante o veio visitar... Ela não pode mais entrar. Mas ainda pode sussurrar. 
Loba - Você não as amou. Você não esta sofrendo por uma garota de olhos verdes. Suas lagrimas são por não poder me esquecer...

Fortaleza Negra

Depois de vagar por uma planície sem fim.
Depois de esquecer seu nome, seus amores e suas dores.
Depois de desistir da realidade
O mago reencontra o seu núcleo
Seu mundo.
Algo que ele construiu há anos para se isolar.
Um mundo dentro de sua própria mente.
Um mundo onde a realidade não deve entrar...
Um antigo portão de pedra marca a entrada.
Mas a porta esta fechada até mesmo para o mago.
Ao lado da porta o mago começa a se despir do que o faz forte.
Sua imensa espada de dois gumes. Uma montante
Uma espada negra, para matar o cavalo, o cavaleiro e três escudeiros com um único golpe.
Seu nome é orgulho, marcada e gasta de tantas batalhas.
Uma espada katana, completamente branca com cabo de marfim esculpido a imagem de um dragão.
Seu nome é honra. Tão pouco usada, mas ainda lá sempre com o mago. Mesmo que quase nunca desembainhada.
Seu manto negro, feito do tecido da noite e costurado com fios do luar. Nada de realmente ruim pode acontecer de noite com o mago... Enquanto estiver de noite e estiver vestido com ele...
Seu nome é mentira.
E por ultimo sua pesada armadura. Tantas marcas, tantas histórias. Uma armadura que o mago em vão vem há algum tempo tentando tornar mais leve.
Solidão...
Finalmente a tatuagem em suas costas se desfaz. A tatuagem de dragão que sua mestra lhe deu.  Sua magia evanesce. Nem mesmo seu guardião pode o encontrar....
Pois não há mais nada no mago que o faça forte. Assim ele entra em seu antigo domínio
Assim ele se encaminha para onde seus demônios se escondem.

Quando as portas se fecham atrás do mago. Ele sente sua conexão com o material se perder. Seu dragão comando o corpo que outrora fora seu. Os sentidos que outrora lhe serviram Ele perde a conexão com seu guardião e a realidade perde o seu significar...

domingo, 12 de julho de 2015

Dragão Negro

Há anos atras em um circulo de magia. Em uma linda praia uma aprendiz evocou um dragão.

Espirito Negro - Deseja poder criança?
Aprendiz - Desejo conhecimento e sabedoria. O poder será consequência.
Espirito Negro - Eu lhe proíbo de usar magia para obter o vil metal. Direta ou indiretamente. Seu destino será seu. Você poderá mudá-lo, poderá alterá-lo. Mas um dia chegará aquela com olhos de jade. A detentora do seu destino. Ela será mais poderosa que nos dois juntos, lhe paralisar com um olhar; Ela será a mulher de nosso destino. 
Aprendiz - Quem é ela?
Dragão Negro - Eu não sei. Mas ela virá cedo ou tarde. Meu nome é Vento Negro 
Aprendiz - Então devo me afastar de todas as mulheres de olhos verdes... Meu nome é Kamui
Vento Negro - Se tudo fosse fácil. Mulheres de olhos verdes lhe trarão dor, pois são as únicas das quais não pode minha magia negra nos defender.
Kamui - Sabedoria, magia, poder e problemas com olhos de jade. Eu aceito. Por meu nome, por minha magia, por meu sangue e por meus ossos.
Vento Negro - Então lhe aceito como mestre. Mas se fraquejar seu corpo irei tomar e sua alma irei aprisionar...

Na praia o Espirito negro pisa na cabeça do mago. 

Kamui - Traga a devastação. Não me importo a quem ou como.
Vento Negro - O que fará? Se esconder de novo?
Kamui - Importa? 
Vento Negro - Não

Um dragão se levantou na praia. O mago que o controlava esta longe. Tentando esquecer. E o dragão, Hora de fazer o mundo perecer... 

Maldição

  O mago com a linda garota pela noite a sair. Uma garota com o poder de o paralisar com um olhar. Um poder que começar a deixar de incomodar. E seu coração finalmente a sorrir. Um mago feliz, com possibilidades, com incertezas, com perspectivas... Mas seu guardião taciturno e sombrio a seguir. Pois ele já imaginava o que estava por vir.
  O baile melhor do que esperava. Conhecidos, sorrisos, dança. E ela ao seu lado... Mesmo que tenha dito que apenas com amigo. Mas um guardião forças a acumular, como se a tempestade estivesse prestes a chegar.
  Com algumas mulheres o mago dançou. Com a olhos de jade e com outras. Talvez pela dança. Talvez por medo. Talvez porque é o que seria certo. Acima de tudo o mago deseja alguém que goste dele e não alguém que ficou com ele por não ter opção. 
  Então a garota com olhos de jade achou alguém. Alguém a achou. E o mago com sentimentos conflitantes ficou. A sim com outras damas ele dançou. Mas a dança que ele tanto ama, perdeu o sabor. Pois a linda garota de olhos de jade um parceiro melhor achou... Ler pensamentos pode ser uma maldição...

Dragão - Ela lhe usou para ter permissão dos avós para sair. Ela o fez gastar. Ela lhe usou para obter liberdade
Mago - Ela não mentiu

Um sorriso triste nos lábios do mago. A ira a despertar. Sentimentos caóticos, um ciumes nunca sentido antes, ódio.

Olhos de Jade - Ficamos até as 2?
Mago - Se for seu desejo?
Olhos de Jade - Onde vou dormir?

O mago pegou em seu rosto, aproximou... Ela recuou... Ela não mentiu e isso o feriu.

Mago - Onde for seu desejo.
Olhos de Jade - Se eu desejar dormir com ele?

Dor. Sangue. Angustia. Algo a quebrar.

Mago - Posso lhe deixar na casa de seus avós ou lá em casa. A decisão é sua.
Olhos de Jade - Ele já esta sendo chato. Disse que não quer dançar com ninguém mais.
Mago - A decisão é sua menina. Mas por hora dance comigo...

Uma dança com um gosto amargo, mas ainda sim uma dança...

Quando a festa acabou. Ele veio falar com ela. Ela pegou o telefone dele. Então ela escreveu o numero de telefone dela foi para outro local e pediu para alguém entregar o numero a ele. Para que ela não entregasse na frente do mago. Um ato deselegante. Um ato desnecessário.
Um dragão rugiu. Tentou dominar o corpo do mago e sobre ele avançar. Calma e tranquilamente o mago fingiu não notar. Nem ela, nem ele, nem seu dragão... E em silêncios a fúria o dominou. As luzes piscaram, como se toda a cidade tivesse apagado, como se o próprio tecido da realidade recuasse. Mesmo a lua o tentou impedir. Mesmo a lua sentiu o sofrimento de seu poeta.  

Eu o amaldiçoou
Por meu nome, por minha magia, por meu sangue e por meus ossos
Pela escuridão meu abrigo
E pelo vento de nome eternamente mutável

“Sobre você cairá a fome e o fogo
Até que a sua volta ecoe a desolação
E todos os demônios da escuridão externa
Contemplem, admirados, e reconheçam
Que a vingança é obra de um mago negro.”

O dragão sente o peso do mundo em suas costas. Quase toda sua magia consumida em um instante, quase toda a magia do mago se fora... Aquele homem morreria em breve? Não mas ele chamaria a morte e a morte se negaria...

Pela noite o mago levou a dama de volta a casa. Sentimentos conflitantes. Havia risos, diversão.  Ela falou a verdade. Ela não seria machucada pelo mago ou por seu dragão... Apos a porta da casa da garota se fechar. Um passo. Uma magia. incontáveis quilômetros. 
O mago estava diante do mar. Se sentido fraco, sujo, enganado. Não por ela, mas por ele mesmo e isso doía...

Uma sombra apareceu atras do mago. Seu dragão com a mesma aparência do mago e com uma enorme espada apontada para o mago. 

Dragão - Você amaldiçoou alguém. Não lutou pela garota que dizia querer e agora esta assim patético, não merece ser o dono desse corpo. Lute.
Mago - Meu corpo é seu. O preço é... Esqueça apenas destrua minha alma e faça o que desejar. Pois hoje sou ruína. Não sou digno de meu poder e minha magia. Não me arrependo, não me envergonho. Mas estou exausto. Eu não posso morrer. Mas minha alma ainda pode ser destruída. Estou muito cansado velho amigo. Apague a existência da minha alma. Garanta que eu nunca mais renasça. Não para o inferno, ou para o céu. Não para a vastidão de almas perdidas. Apenas apague a minha existência...

O mago anda em direção ao dragão, a enorme espada machuca o pescoço e ele avança. 

Dragão - Não há honra em destruir um louco.
Mago - Não há honra em nossos caminhos perdidos.

O mago novamente cai. Inconsciente. A maldição cobra seu preço novamente.  
Um carro em alta velocidade atropela um certo dançarino. Ele nunca mais andará. Nunca mais dançará. Mas sobreviverá. A ele a morte chamará. Pois até sua morte a dor como fogo queimará e nada mundano poderá o livrar...