domingo, 19 de junho de 2016

Longa Noite

E uma longa noite
O vazio em meu coração
A tristeza em meus olhos

Em noites assim
Lembranças...
Sem nomes

De outros ventos
De outros tempos




E o peso de minhas escolhas. Mostrado pela unica companhia ao meu lado ( minha fiel escudeira Ju.)
E a tristeza que sinto nas ferias.


sábado, 18 de junho de 2016

Goddess

Essa foi com ajuda da  Lua

--------------------- x ---------------------

In that one that I search
Desire...
I wish that she has inside her,
The power of torment seas
The determination to make the skies fall down
 Her Eyes
With the mystery of moonless nights
In her smile
The Sun at dawn

I wish that her body would be young
And her eyes, ancient

I wish the maiden
The woman
The sage

The Goddess incarnation

--------------------- x ---------------------

Naquela que procuro
Desejo...
Que ela tenha em si, o poder 
do mar em tormenta
A determinação para derrubar os céus
Olhos
Com o mistério das noites sem luar
Em seu sorriso
O sol ao amanhecer

Que seu corpo seja jovem
E seus olhos
Antigos

Desejo a donzela
A mulher
A sabia


A encarnação da deusa

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ultima dança

Um covarde morre um pouco a cada dia. Mas o bravo. A os bravos só provarão dos doces lábios da morte uma unica vez, apenas uma unica vez. Apenas no fim "Willian Shakespeare"

------------------------- x -------------------------

Essa é uma história sobre um covarde. 
Uma criança covarde
Um adulto sério ,mas covarde
Um dançarino ainda mais covarde

Quando ele a viu. Se apaixonou
Quando ela o viu. Nem notou

Uma linda dançarina
E um desastrado covarde
Os dois em uma classe de dança

Apenas com ela
O vento ele podia sentir
Apenas com ela
Seu coração, em frente decidiu seguir

Mas ela... Ela nunca o notou
Não diferenciava os braços desse 
Cavaleiro ou de outrem

Então o tempo dele acabou. 
E para longe da dança o vento o levou

Mas... Uma ultima aula,
Para uma ultima dança ele a convidou.

Uma abraço apertado
Uma longo olhar
A musica suave a tocar

Os corpos se movendo
Sem os pés mover
Como folhas soltas na brisa
O casal o salão percorrer

Daquele modo ele nunca 
Dantes dançou
Daquele modo
Com ele ela nunca sonhou

Girando e bailando
Abraçando, apertado
Chamando o destino
Uma dança para mudar o destino

Há mas o destino deve esta triste com esses dois

Pois a musica acabou

"Foi incrível dançar com você, nossa ultima dança"
"Obrigada"

Ele pensou, em mil coisas para dizer
Ele tentou
Ele se desesperou
Seu coração lentamente se despedaçou "enquanto ela ia embora, sem nunca olhar para traz"
Ele calou...

A um covarde eu sou...

E assim ela se foi... Assim...
Uma despedida
Uma doce recordação
Um eterno "se"

Uma agonia, uma dor e uma morte
Pois...

Um covarde morre um pouco a cada dia. O bravo só provará dos doces lábios da morte uma unica vez "Willian Shakespeare"
E eu senhores sou um covarde...

sábado, 11 de junho de 2016

Musica para se ouvir sozinho, no escuro...



Só não precisava ser tão difícil...

Dançando com uma lágrima

Ele - Você esta linda, mas parece cansada.
Ela - Estou preocupada e cansada
Ele - Quando a musica começar. Não existira nada no mundo a não ser você e a musica.
Ela - Eu não consigo ser assim...




Ele sussurra algo no ouvido dela. O namorado dela olha feio para os dois mais deixa a musica tocar.

Uma dança no tempo errado
Lenta
Calma
Como um afago, um carinho

De giros pequenos e carinhos no rosto
Uma mão dele
Na cintura dela, a outra solta
As duas dela no pescoço dele...

Já não é mais possível se largar
Para frente, para trás
Giros e rodopios
Em um abraço que não quer acabar...

Ao fim, ela chorava no peito dele.


E o namorado dela ( instrutor o olhava com odeio e uma promessa de vingança...)


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Cap 01 - A menina com olhos de cor indefinida

O texto ainda precisa de uma boa revisão e algumas mudanças, mas a preguiça não deixa.

----------------------------- X -----------------------------

Os sons da festa se perdiam ao longe. Naquela área do hospital não passavam de sussurros que incitavam os uivos dos pacientes. Um casal andava tranquilamente pelo corredor escuro do hospital, Ele de terno escuro, camisa branca, sem gravata. Um homem por volta dos vinte anos, moreno com cabelos e olhos da cor da noite, parecendo entediado. Ela com um vestido, de festa, longo e jaleco, branca, cabelos longos, castanho claros e olhos azuis.

Ele - Tirando tentar me matar e colocar a culpa em um dos seus pacientes... Pode me dizer o que estamos fazendo aqui? E por sinal quem é estupido o bastante para fazer uma festa em um hospital psiquiátrico? 
Ela - Aproveitando um passeio romântico, um casal perdido na noite. E é uma festa beneficente, arrecadar fundos para a campanha de algum candidato a prefeito.  

Ele - Isso não seria o uma área restrita do hospital? A festa é não seria para o outro lado por sinal,,.?

Como que aceitando a deixa, vários sons inumanos preencheram o corredor.

Ela - Há alguém que preciso lhe mostrar. E se ela for quem penso ser teremos de tirar ela daqui hoje.

Ele - Algo haver com sua teoria terapêutica?

Ela - Não é apenas teoria, e sim pelo menos uma duzia pacientes daqui não sou loucos, eles realmente escutam os mortos ou vêem coisas que os outros não... Mas deixaram tanta gente assustada, ou perderam o controle do seus dons que acabaram aqui. E a garota. Ela é especial. 

Ele - Começo a acreditar que você também deveria usar aquele outro tipo de camisa branca sabe. A com amarras... Você tentou mata-lá e de algum modo ela escapou?

Ela - Sim, e não me olhe assim, a igreja fez isso por anos e nenhum padre nunca foi julgado por isso.

O casal para em frente a uma porta de metal. A residente de medicina abre a porta da cela numero 13 Uma cela com paredes estofadas, a prova de som e sem câmeras. Dentro dela se encontrava uma garota. Amarrada, amordaçada, vendada, no escuro. Isolamento sensorial ele sussurrou. Uma cena opressora. A mulher anda lentamente a até a menina e começa a desprender as amarras.

Ela - Esta menina esta aqui há quatro anos, sempre que fica perto de ter alta, acontece algo, ela ataca alguém, ou piora repentinamente. Arrancou a orelha de um medico semana passada. Costuma não dar problemas para tomar a medicação mas quando eu tentei envenena-lá ela apenas se recusou. A seringa se partiu na minha mão, algo me empurrou e comecei a ter pesadelos. Algo incomodo. Desde então tentei causar alguns acidentes a ela. Mas ela tem uma sorte ainda maior que a sua.

Ele - E o que eu tenho haver com isso.

Antes de terminar o pensamento ele vê ao lado da cama o espirito guardião da garota, um dragão de prata. Pronto para ataca-lo.

Ela é igual a você. Algo a protege. E minha magia não consegue afetá-la. Então eu tive uma ideia.

A mulher termina de desamarrar a menina, lhe entrega uma faca para a garota e sussurra "Se mata-lo deixo você fugir"
O ar fica pesado. A luz se acende sozinha, algo tenta fixa os pés do homem no chão. O um peso incrível é colocado em seus ombros. Sem hesitação, sem duvida, sem porque sem para quê. A garota avança em direção a ele, com a lâmina visando os olhos dele. Um ataque com unica e exclusiva intenção de matar.

O homem se inclina para esquerda. Fazendo a menina passar por ele a toda velocidade. O segundo ataque dela vem por baixo, pelas costas, o homem apenas de desvia novamente, o terceiro viria pela frente, mas nunca chegou a acontecer.

O ar ficou ainda mais pesado, difícil de respirar. A menina viu a cena em câmera lenta. O homem puxando um lápis, se desviando da faca e enfiando o lápis na traqueia dela. O chão tocou seu rosto cedo de mais. E ela notou, estava morrendo enquanto sentia o sangue escorrendo pelo buraco em sua garganta. Ela o viu pegar a faca e ficar brincando. Enfiando em locais aleatórios do corpo dela, sorvendo o sofrimento enquanto ela se encaminhava para a morte. Sentindo uma dor imensurável a garota sorriu fechou os olhos e tentou abraçar a morte. Quando um grande rugido a despertou. Quando abriu os olhos, o homem estava sorridente tirando a faca da mão dela. . Ambos estavam em pé. Ele nem sequer pegou o lápis.

Garota - O que foi aquilo?

Ele - Um teste para você e seu guardião. Doze anos, magrela e quase me retalhou. Devo esta ficando velho.

A mulher a entrega um roupa. A garota se despi sem pudor das antigas e começa a vestir as novas...

Ela -Vamos. Você e seu mestre tem de conversar em outro lugar.

Mestre e Aprendiz gritam ao mesmo tempo. O que?

Ela - Viu já estão em sintonia. Sem falar que se você não a aceitar como aprendiz serei obrigada a deixar ela aqui. Você não deixaria uma menina inocente, sã presa aqui não ?

Então o mestre olha para aprendiz. Doze anos, magra, cabelos claros até a cintura, olhos de uma cor indefinida. Marcas de queimadura, cortes, hematomas e cicatrizes cobriam as costas dela. Cicatrizes de mais para um guerreiro velho, quem dirá para uma menina tão jovem. Ela certamente tentaria matar a ambos para escapar. Mesmo que não quisesse ter alta.

Mestre - Amanda... Meu dragão diz que matar vocês duas aqui e agora faria minha vida infinitamente mais fácil e aumentaria significativamente minha chances de morrer velho. Mas quem quer uma vida longa hoje em dia...Menina por que não quer ter alta?

Aprendiz - Porque aqui é melhor que a minha casa. E meu nome é Isabelle.

O mestre se aproxima e toca a testa dela. Imagens de espaçamentos, tentativas de lobotomia, estupros , ele sentiu como se formaram boa partes das cicatrizes e tudo em torno de um medico. As lembranças dela quase o fizeram vomitar. Quase...

A aprendiz o olha de modo desafiador

Isabelle -  Isso ainda é melhor que a minha casa.

Amanda - Dragãozinho... Nos dois sabemos que você não bate em mulheres. Em fêmeas de modo geral...

Mestre - Meu dragão não gosta de violência contra mulheres, é verdade. Mas mortes limpas e precisas não são necessariamente violentas...

Ambas olham como se ele fosse mais louco que os pacientes ao redor... Talvez estivessem certas...

Sirenes começão a toca. Os pacientes uivam ainda mais alto.

O mestre pega na mão da aprendiz. Ela muda fica vermelha, escarlate, roxa. Mas permite aquele estranho segura-la daquele jeito...

Mestre - Primeira lição... Repita comigo. Que a noite seja meu manto, a escuridão minha armadura e que não sejamos encontrados pro amigos ou inimigos

O terno dele, aos olhos da garota era um manto que se esticou para protegê-la. Ele parecia preguiçoso, cabeça de vento e bobo, mas naquele momento... Ela viu o dragão de sombras que estava prestes a se tornar o detentor do seu destino...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Fogo e o vento

Ele o vento
Silencioso e calmo
Ela o fogo
Alegre e crepitante

Abraçados
Dançando
Girando
Incendiando

Todos a olhar
Um casal que não deve se formar
Mas que parecem não ser capaz
De parar de juntos dançar....

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dançando sozinho

Alguns dançam sozinho para treinar. Para repetir e repetir um movimento. Executar uma sequência com perfeição. Ou porque não consegue ficar quieto.

Dançando sozinho
Ele começou
Dançando tristemente, sozinho

Repetindo
E repetindo
De novo e
De novo

Mas seus olhos castanhos a me perseguir
Sozinho, não estou mais ir
Seu sorriso a me iludir

Dois a dançar
O encanto acabar
Quando a musica parou de tocar...

Com fantasmas estava a dançar...

terça-feira, 7 de junho de 2016

Musica para se ouvir olhando a lua...

Já lutei mais do que eu aguentava
Já perdi mais do que eu posso recuperá

E se eu não puder apagar
As promessas que eu não honrei
E se eu não puder mais mudar
A pessoa que eu me tornei (TKJ)



segunda-feira, 6 de junho de 2016

Determinação

Ele olha para ela.
Ele: Quantos anos você tem?
Ela: Dezesseis
Ele: Ual.
Ela: Não parece? Quantos anos pareço ter?
Ele: Quando dança. Dezoito. Quando sorrir... Quatorze
Ela abre um grande sorriso.
Ele: Certo doze.

A musica começa e casal a dançar.
Tentando e errando
Tentando e acertando

Abraçando
Girando
Avançando e voltando

As vezes sem ritmo
Por vezes no próprio ritmo
Então por um momento

Então por um momento
Em alguns movimento
Os dois são apenas um
Se movendo como o vento

Determinados
Tentando até acertar
Dançando até nunca mais errar

domingo, 5 de junho de 2016

Provocações

As vezes minhas mãos e minha boca são mais rápidos que minha mente e com certeza mais rápidos que eu bom senso.

Pela noite encontrei um casal que dançava bem. Faltava certa elegância. Mas era bonito de ver... A dama errava um ou outro detalhe, mas era bonito.
Então uma reação exagerada do cavalheiro, um grito, uma ignorância, uma lagrima no rosto da dama por causa da bronca. Ele sai com raiva...

Antes de  pensar eu já estava a frente dela.

Eu - Boa noite linda menina. Me da o prazer dessa dança?

( Aqui no nordeste é considerado falta de educação uma dama recusar uma dança, principalmente quando se pedida com educação)

Ela me deu um sorriso triste. Mas pegou minha mão. E a musica tocou.

Um abraço acolhedor. A cabeça dela no meu peito, para esconder as lagrimas...
Queria poder dizer que voamos pelo salão, que foi uma dança incrível, que sou melhor que o cavalheiro que deu  a bronca. Mas seria mentira.
Dançamos pequeno, delicado, poucos giros, sempre abraçados. Como uma brisa suave. Brincamos com o ritmo, com o básico, e no fim acertamos o movimento que ela tanto errou.
E descobri que ela, não errava o cavalheiro anterior é que apressava o movimento, saia do ritmo. E isso nos fez sorrir. Ao terminar o cavalheiro estava ao meu lado com cara de poucos amigos.

Eu - Muito obrigado pela dança. Você é a melhor dama com quem dancei em meses. E nunca mais deixe ninguém dizer que você não sabe dançar.

( A melhor, não. Uma das melhores, provavelmente. Mas as vezes um elogio bem colocado pode nos salvar a noite...)

E sai pela noite...



quinta-feira, 2 de junho de 2016

Dançando com o passado

O aprendiz olhava com calma sua nova turma de dança. Ele estava quase indo para o nível intermediário, mas ainda não era bom o bastante... Uma garota especifica chamou sua atenção. Uma linda menina com uma noção de ritmo natural. Ela tinha talento. Mesmo que iniciante, mesmo com poucos meses de aula. O ritmo dela com dois meses era melhor que o do aprendiz que a olhava, ele tinha um ano de aulas.

Professor - Formem os pares.

K - Boa noite, pode me chamar de K, quer dançar comigo?

Realmente não el conseguiria se lembrar depois o que ela falou, nem que fosse para salvar a própria vida ... Ele a abraçou, apenas uma mão em sua cintura. A musica tocou.



Uma que o tocava
Uma que o descrevia seu passado
Uma que ele já dançou mil vezes

Seu ritmo embalava suas almas
Um começo lento
Triste

A perna dele, entre as delas
Nem o vento seria capaz
De entre aqueles corpos passar.

O ritmo a chamar.
De algum modo ela conseguia o acompanhar
Havia prazer e dor em seu olhar

Ele perdido no passado
Nas lembranças
Na dor

O sofrimento, se tornou movimento
O movimento dança
Uma história contada com dois corpos

Giros, lentos e próximos
Quase com medo de se afastar
Mesmo que fosse para em seguida retornar

Todos os outros pares a parar
O casal
Parecia ser capaz de fazer até o vento chorar

Olhos nos olhos
Mas muito longe
Ele estava a vagar
E uma lagrima solitária a rolar...

Quando a musica parou. Eles estavam abraçados, uma lagrima dele tocou o rosto dela. Ele, pediu desculpas e da linda menina se afastou. Saindo mais cedo da aula. Mergulhando na noite e jurou, com aquela dama, aquela musica nuca mais irá dançar...




quarta-feira, 25 de maio de 2016

Incapaz

Outra noite
Outra garrafa
Outros cigarros
A mesma dor

Outra vez tentando perder a consciência
Não pensar no o passado
Apagar o presente
Esquecer o futuro

Outra noite em uma praia escura.
Conversando com o vento
Ouvindo o luar

Que sempre me diz
Que não fui capaz de te amar

terça-feira, 24 de maio de 2016

Sem você

Sem você sou apenas
Um sombra vagando círculos
Um navegante que não sabe mais o caminho das estrelas
Um dragão que perdeu o caminho do céu

Um lobo ferido
Vagando pela solidão
Que já não se distingue da escuridão

Por que?
Por que tinha de ser tão difícil

Eu fugi de mim por mil quilômetros,
Esperando nunca mais te ver
Mas sempre que fecho os olhos
Eu seu olhar estou, de novo , a me perder