quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Hoje, preciso ver o mar


Hoje, quero ver o mar
Não sei por que
Mas já não posso mais lutar
Hoje, tenho que ver o mar
Para me perder
Para te encontrar
(Não, não posso, não devo, mas preciso te encontrar)
Para minhas lágrimas nunca mais derramar?
Hoje, preciso ver o mar
Para tudo ele levar
Para a insanidade cortejar
Para meu coração despedaçar
Para enxergar
Que com você
Não posso mais estar
Ah, meu amor... Contigo não mais irei caminhar
Então hoje...
Ao mar
Irei me juntar
E essa dor
Hoje, irá findar...

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Sonhos sob a luz do luar

Nos dois, um novo crepusculo
Você... Emoldurada pelo por do sol
Eu... Coberto pela noite a chegar

Na ponte que encontra o mar
Na ponte onde a noite seduz o dia
Na ponte onde meus olhos encontram os seus

Um novo sorriso
Velhos desejos
Novas duvidas

Minhas mãos buscam as suas
Seus corpo responde ao meu
No por do sol de Fortaleza
O casal finalmente a se encontrar

A menina de pele clara
O homem olhos negros

Testas que se encontram
Narizes que fazem carinho
Mãos...
Que em corpos se enlaçam
Bocas que se procuram...


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Um homem acorda em uma rede, sob um tento não familiar... Com a mão esticada, buscando a menina... Que acabara de beijar sob um lindo por do sol...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dançando no silêncio

Em uma sala de aula de dança. Uma casal treina em silêncio. Dançam de modo suave, como se não tivessem peso... Seus passos são silenciosos no piso de madeira, a imagem do casal no grande espelho são sua unica companhia. Dançando sem musica.., Sem palavras... Brincando com o ritmo... Brincando com as pausas, com o movimento. A principio rápido, girando como vento. E então um olhar... E algo muda... A dança se torna pequena, frágil, delicada. E o silêncio é quebrado por um leve sussurrar... Pelo som da musica a começar...



                                   

Ela - Quero dançar pela vida de mãos dadas com quem saiba perdoar.

Um suspiro cansado... Triste... Um giro com a mão na cintura, um abraço e a mão esquerda dele, fazendo carinho no rosto dela... Retirando uma lágrima solitária que veio sem ser convidada,,,

Ele - Com quem saiba abraçar.

As mãos que se procuram, Se encaixam. Corpos que deixam de ser dois. E se movem como apenas um... Não há espaço entre os corpos... Eles puxam suavemente um para o outro. ele sente em seu peito... O coração dela...

Ela - Com quem saiba se colocar no lugar do outro.

A cabeça dela... No peito dele... A mão direita dela dele faz carinho suavemente na nuca dela... Com a ponta dos dedos faz o caminho da nuca até a cintura dela... 

Ele - E acima de tudo com quem saiba sorrir.

Os olhos se encontram. Ele encosta o nariz, no nariz dela... ambos de olhos fechados... 

Ela - Com quem saiba me fazer sorrir.

Ele usa o próprio nariz, para ajeita o óculos dela... 
Um sorriso tímido nasce nos lábios dela... (Ele não vê,mas o sente nas batidas do coação dela).
As mãos dela envolvem o pescoço dele.
As dele envolvem a cintura dela
Narizes roçando...
Um beijo prestes a acontecer...

Cedo de mais um som o desperta e ele a gira Ela não percebe. E seu cotovelo fica na posição errada... Ele não percebe e o cotovelo dela o acerta na ponta do queixo dele... Apos um belo giro duplo dele, ele cai,,, A ultima imagem que vê antes de perder a consciência é a porta da sala se abrindo. Trazendo a tona os outros alunos e o namorado da dama... Que parece bastante contente em vê nosso dançarino perdendo a consciência...



OBS: Esse texto usou parte da obra de Virgínia Mello.

Quero dançar pela vida de mãos dadas com quem saiba perdoar. 
Com quem saiba abraçar. 
Com quem saiba se colocar no lugar do outro. 
E acima de tudo com quem saiba sorrir. 
Com quem saiba me fazer sorrir.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Musica para se dançar





As vezes
Só as vezes
A musica
Fala mais que palavras
Fala mais que  a dança
Fala tanto quanto o olhar
Do casal
Que fora do ritmo
Em seu próprio mundo
No canto do salão
Sem se mover
Esta a dançar 

sábado, 30 de julho de 2016

Mais uma noite tentando...

Apos mais uma noite de dança frustrante. angustiante... Mais uma noite. Bebendo Mais uma vez. Um dançarino solitário dança no parapeito da ponte, de uma ponte que adentra o mar . Uma dança rápida, quase caindo no mar. Quase... Então ele para, olha para a lua. Fecha os olhos. A água desce por seu rosto, serão lágrimas ou respingos do mar... Ele sente o mar. Ele deixa a garrafa cair. Inclina-se para frente e se deixar cair nas pedras, no mar... Mas o vento noturno ruge o jogando para trás...

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Mais uma noite
Tentando, e não te esquecendo...
Com muitas damas dancei
Mas em nenhuma pele achei seu gosto

Em nenhuma dama
Seu cheiro
Em nenhum passo
Seu compasso
Em nenhuma olhar
Seus olhos

Com muitas bailarinas
Bailei
Mas nunca encontrei

Nosso ritmo
Nossa dança
A magia

Tão linda dama que envenenou meu dançar
E me deixou viciado em seu gingar...
Ah eu, tão seu,  com outra dama, nunca me saciarei

E mesmo que se passem mil dias
Mil anos
Mil vidas

Novamente iremos bailar
E dançar, voltará a ter significar...



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Solidão ao Luar

Ele correu
Por estradas sem fim
Por caminhos carmesim

Ele lutou
Ele tentou
Ele fracassou

Caído, sujo e ferido
Ele observa seu sangue, pelo asfalto
Fluindo
A consciência se indo..

O guardião do mago veio observar, apreciar a vida do mago pela estrada escoar...

Mago - Eu busquei o poder.
Dragão - Eu lhe dei. E o preço foi parte do seu coração. Você a perdeu por causa disso. Você sabe...

Mago - Eu busquei sabedoria.
Dragão - E o preço foi a solidão. De ninguém consegue se aproximar. As pessoas que realmente deseja, de você sempre irão se afastar.

Mago - Finalmente desejei a paz.
Dragão - E preço foi o silêncio. Um poeta que não consegue seus sentimentos para uma dama expressar.

Mago - Agora mesmo morrendo, não sei o que desejo. Não sei o que procuro, não sei o que busco.
Dragão - Eu posso trazer a detentora do nosso destino.

Mago - Traze-la, não quer dizer que eu seja capaz de conquista-la
Dragão - Conquista-la, não quer dizer mante-la

Mago - Mante-la, não quer dizer sermos felizes
Dragão - Será interessante, intenso, insano, insensato.

Mago - Infelizmente estou morrendo... Ficara para a próxima vida...

O dragão surge em frente ao mago, tão grande quanto o céu noturno. Encosta uma garra no peito do mago. As feridas começam a fechar, O frio se afastar, a morte ao seu redor dançar.
Algum tempo depois o mago se levanta. Tudo ao seu redor esta morto, plantas, animais, insetos, até mesmo um cajueiro centenário estava completamente morto, o solo estava seco e desolado.

Dragão - Antes do fim vai preferir que eu tivesse deixado morrer... Infelizmente para você, desejo ver o que um orgulhoso arrogante fará quando achar a detentora do seu destino...

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dançarino Solitário

Alguns se afogam em bebidas
Alguns mergulham na depressão
Ele... ele dança

Com mais damas que ele possa lembrar
Sem jamais um nome perguntar..
Sem jamais seu nome mencionar...

Em um caleidoscópico de cheiros e sensações
De tempos e contra-tempos
De giros e abraços
De ritmos e laços

Com uma dama
Nunca duas danças dançar...
Nunca sem, dela, lembar
Daquela

Com qual ele não quer, não deve,  mais bailar
Com aquela que ele não consegue esquecer (doí tentar)
Não pode desamar...

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A dor da pessoa que amei...

Não posso cumprir
A palavra que dei
Não posso fugir
Do pesadelo que criei

Já não me importo
Nem comigo
Nem com ninguém

Estou quebrado
Minha mente
Caindo em pedaços
Meu coração
Despedaçado

Já não me reconheço no espelho
Já não tenho mais sentimentos
Tudo se perdeu, um lamento levado pelo vento

Eu tentei
Eu falhei
Eu me tornei a dor das pessoas que amei
Eu me tornei tudo aquilo que mais odiei

Reencontro

Não marcado
Mas esperado
Não planejado
Mas predestinado

Aqueles dois novamente a dançar
Como o vento na pista, novamente, voar.
Dançando como se, pertencessem uma ao outro
Há muitas eras, há muitas vidas...

Por causa dela
Ele aprendeu a dançar
Mas ela, certamente, não é capaz disso, lembrar
Ela sua primeira dama, a primeira que o aceitou, que o chamou para dançar

Ela nunca saberá
O quão importante é o seu bailar
Pois naquela noite
O destino daquele dele, ela conseguiu mudar.

Mesmo que nada tenha acontecido
Mesmo que nunca aconteça 

Ao menos naquela noite ela foi a detentora do destino dele...
E por toda a vida, em outras damas ele buscará
E em nenhuma encontrará

O prazer e a magia de com ela no ritmo da musica estar
A doce confusão de amar quando com ela esta a dançar
A sensação de na pista, com quem ele ama, voltar a voar...

Fechar os olhos...

Quando fecho os olhos
Seu sorriso vem me iludir
Quando a escuridão chega
Pesadelos , com você, a me perseguir

Já não consigo fugir
Do gosto do seu beijo
Ja não sei fingir
Que não sinto desejo

A sua rejeição
O meu coração
A ferir

E outra vez a escuridão
É o caminho que irei seguir

Pois te esquecer
Não me fará feliz
Mas suas lembranças
Minha mente, meu corpo e minha alma
Vão, em breve, destruir....


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Poesia inacabada.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Passaro

Ela bailava
Como uma pluma
Livre pelo ar

Ela cantava
Sorria
Brincava
Com todos dançava

Então
Por um moleque, cantor, se apaixonou
Em sua perna, uma corrente de prata, ele colocou

Triste pássaro
Que já não pode mais, livre, bailar
Suas asas no vento,
Não pode liberar

Pobre passarinho que um falso amor
Encontrou
Em um falso amor
Se prendeu
E sua luz aos poucos desapareceu...

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Dragão de olhos negros

O texto ainda precisa de uma boa revisão e algumas mudanças, mas a preguiça não deixa.
Esse conto é parte de um livro que provavelmente nunca terminarei. Mas. ao olhar alguns textos antigos quis terminar o que seria o cinco capitulo de um livro.

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Sentado em posição de flor de lótus, meia lótus na verdade,  em baixo da cachoeira o mago, tenta meditar.  Um local de paz e tranquilidade, se ele tivesse esquecido a aprendiz na cidade. Ou se ela não o tivesse pego em flagra enquanto ele pegava emprestado, sem avisar, a chave da casa de serra da Amanda.

O frio o distraia, a visão de dentro da cachoeira o vazia vagar, a visão da sua Aprendiz nua andando em sua direção o desconcentrava. Mas o fato dela fazer uma posição de flor de lótus melhor que a dele, ela com as costas colada no peito dele, ter conseguido tirar o sexo dele para fora da sunga e os dois corpos terem, se encaixado assim, realmente poderia distrai-lo.

Aprendiz – Por que nunca tira esse relógio?

O mestre tentou em vão manter-se concentrado, mas ela se virou ao perguntar e o sexo dele entrou totalmente no bumbum dela. Um alargando, moldando o corpo dela.

Ele correu a mão direita até o sexo dela. Pela frente com os dedos, por trás com o sexo, um movimento suave. A mão esquerda a abraçou.

Mestre – Talvez seja hora de lhe mostrar...

Ele levou o braço até a boca dela e suavemente mordeu o ombro dela, até sentir o gosto do sangue de sua jovem e bela aprendiz. Até ela o morder e sentir o gosto do sangue dele...
Eles estavam em outro lugar, em outro tempo.

Um jovem aprendiz estava sentado em um circulo de magia, com sua mestra a poucos metros...

Mestra - Sua magia é um manto sutil, eu lhe ofereço uma armadura de trevas... É isso que deseja?
Aprendiz - Sim, mestra.
Mestra - Eu lhe ofereço poder sob a escuridão. Eu lhe ofereço um guardião. Eu lhe ofereço alguém que lhe testará constantemente e lhe destruirá se você fraquejar. E isso que deseja.
Aprendiz - Sim mestra.
Mestra - Você aceita o preço do poder?
Aprendiz - Sim mestra

Da escuridão da noite surge um dragão. Antigo, poderoso, maligno. Uma sombra em meio a escuridão. Com olhos mais negro que as trevas. 

Dragão - Eu desejo parte de sua vida, parte de suas emoções.
Aprendiz - Eu desejo poder e sabedoria.
Dragão - E lhe só servirei enquanto você for forte. A cada curva, a cada duvida, a cada sombra eu lhe testarei. Estarei lá quando você cair. Estarei lá quando você desistir. Eu tomarei seu corpo e aprisionarei sua alma.
Aprendiz - Você vai tentar.

O vento ruge. A mestra se ajoelha atras do aprendiz, Oferece seu pulso esquerdo. Ele morde, ele bebe. Ela segura a mão direita dele com a direita dela. E ambos lançam um feitiço para aprisionar o dragão.
O jovem aprendiz sente a sabedoria fluir por sua boca, o poder emanar. Sente mais poderoso que nunca. Sentiu a força do dragão se dirigir ao recipiente de metal que carregava em seu corpo, sentiu toda a essência do dragão se concentrar em seu relógio. As sombras se desfazem. Mestra e aprendiz estão em uma clareira. A lua volta a brilhar Ela protegida pelo dragão dourado, ele pelo dragão de olhos negros.

Ela tira o próprio colar e colocar no mago. Um corrente fina de prata com um pingente de dragão chinês.

Mestra - Isso vai te proteger. Enquanto estiver com esse colar, não será devorado...
Iniciado - Eu lhe devolverei em um ano e um dia
Mestra - Talvez. Essa é nossa ultima noite juntos. Nosso próximo adeus será o ultimo. Eu lhe entrego minha magia, minha proteção, minha benção.

O iniciado a derruba no chão, um rosnado de dragão surge nos peitos dos amantes... Fúria, dor, prazer, saudades, vontades, amor... Algo sobre sexo, magia, sangue, amor...

Mestre e aprendiz estão de volta a cachoeira. Ela se sente preenchida. Pelo sexo, pelos dedos, pelo prazer, pela semente, pelo sangue, pela magia dele... A noite já vai longe. Mesmo com o frio, mesmo sem se mover, mesmo debaixo da cachoeira há horas ela se sente aquecida.
E em seu dedo... Um lindo anel de prata, com runas inscritas... Um presente de um dragão de olhos negros, para um dragão de prata... 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Demônio com olhos de prata

O texto ainda precisa de uma boa revisão e algumas mudanças, mas a preguiça não deixa.
Esse conto é parte de um livro que provavelmente nunca terminarei. Mas. ao olhar alguns textos antigos quis terminar o que seria o quarto capitulo de um livro.

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Duas da manhã. Boate, musica tecno, volume ensurdecedor, luzes piscando, jovens bêbados dançando, o mango caminhando pela pista de dança com uma aprendiz dançando ao seu redor...

Aprendiz - Não vai dançar?
Magos - Você dança ao meu redor e eu pareço bom... Golpe antigo e sempre funciona com esse tipo de musica...
Aprendiz - Você deveria aprender a dançar...
Mago - E você deveria aprender isso.

 O mago a agarra pela cintura e a beija. A pista de dança se torna um borrão, pensamentos, desejos, vontades, sentimentos, energia. Ela sente o feitiço do mago, o modo como ele estava roubando energia dos jovens ao redor. Como ele a estava acumulando, devorando... Sentiu um jovem a alguns metros desmaiando sem forças. Sentiu tudo, nada, sentiu o vento e a escuridão.
Ao abrir os olhos ela estava abraçada ao mago.
Em um sussurro...

Aprendiz - Magia negra...
Mago - Hoje será um teste divertido. Me siga, sem ser percebida,  e não importa oque acontecer, não interfira. Minha senhora deseja informações e me pagará bem por elas...
Aprendiz - E se você se meter em encrencas?
Mestre - Observe, aprenda e não interfira, não importa o que acontecer...

Um homem no bar acena para o mago e se dirige a saída com calma... O mago sorrir com arrogância. Segue o outro homem lentamente até um beco escuro. Mais atras a aprendiz se cobre com um manto de escuridão, elimina sua presença, acaricia o cabo da espada curta e segue o mago.

Observando da escuridão. Ela vê. Cinco homens cercando o mago. Eles falam auto. O ameaçam. O que aparenta ser o líder saca uma arma. aponta para a cabeça do mago. O mago recua para as sombras. O disparo ecoa pela noite e tudo perde o sentido.

Que o vento seja meu manto e o luar minha lâmina
Eu sou a morte que veio dançar
Eu sou o demônio com olhos de prata que veio sua alma levar...

Em um movimento fluido e veloz quatro oponentes caem perante a lâmina da bruxa, o que atirou no mago se desviar por pouco, ao se virar para executar o líder...  Tarde de mais ela percebe o cano encostado em sua nuca, eram seis. ela fecha os olhos, esperando o fim. Escuta o tiro. Segundos passam, um minuo e então ela abre os olhos. O líder dos bandidos continua apontando a arma para o comparsa morto atras dela.
O mago sorria, forçadamente, uma marca de tiro ,ao lado da cabeça dele, marcava a parede. O olhos dele pareciam roubar a luz.
Ela percebe a mesma magia que já havia a enganado agora surge efeito no ultimo inimigo em pé.

Mestre - Eu disse para não interferi, não importa oque acontecesse?
Aprendiz - Quebre o feitiço. Só importa a informação correto?
Mestre - Eu precisava de todos ele vivos e inteiros, mas agora graças a você, sim só a informação.

O demônio com olhos de prata em um movimento fluido decepa quatro dedos da mão que segurava a arma de fogo, e atravessa o joelho esquerdo com a espada. Um grito rasga a noite, ele cai no chão. Então ela corta a orelha diteira fora. Ele urra, implora para que ela faça perguntas, mas enfia a espada no pé direito dele e só então... sussurra algo no ouvido do homem. Ele treme.

Bandido - Você promete?
Aprendiz - Eu prometo que brincarei com você até o sol nascer e que amanhã visitarei sua filha se não me responder...

Bandido - Sussurra um nome, um endereço e uma data.

A bruxa se ajoelha lentamente ao lado do homem.

Aprendiz - Você tentou matar quem me é precioso, é hora de pagar... Se não falasse te torturaria até o nascer do sol, agora, não você não tem nada que eu deseje, alem da sua vida...

Ela faz um corte na barriga do homem, um corte preciso, grande o bastante para ele saber que vai morre, e pequeno o bastante para ele saber que vai levar mais uma hora ou duas de agonia...

A aprendiz se levanta. Abraça o mestre...
Com o mesmo corpo de menina, coberto de sangue,
O mesmo sorriso de anjo
Os mesmos cor de prata, olhos de demônio...

Mestre pensando: "O merda, sem travas, sem limites, que consegue sorrir como inocência mesmo coberta com o sangue dos inimigos... Vou acabar apaixonado, ou assassinado..."

Aprendiz - Posso ouvir seus pensamentos metre...

Mestre - Ô merda...

Os dois saem andando como um casal de namorados, ao som do grito de um moribundo sob a luz do luar...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Até nunca mais errar

Um dois e três

Seguidas vezes
Repetidas vezes
Ele tenta, ele erra
Ele acerta, ele erra

Um dois e três
Em frente ao espelho
Ele busca o ritmo
Que muitos conseguem sentir
Ele apenas consegue seguir

Apenas em algumas musicas
Apenas em trechos da musica
Apenas se pensar
Apenas se ele se concentrar
Apenas se todo mundo ele apagar

Um dois e três
Repetindo passos básicos

Um dois e três. 
Suado, caído, ferido e cansado
Ele levanta, esta novamente a tentar
De passos básicos ele, sua rotina de passos começar.

Até acerta! (Não)
Até aperfeiçoar! (Não)
Até com a dama certa encantar! (Não)
Até nunca mais errar